Desenvolver ou Adquirir? O tema relacionado à investigação de fraudes sempre gera expectativa e curiosidade. Será que sou vítima de fraudes internas ou externas na minha empresa? Será que os meus controles são suficientes para impedir ou detectar as fraudes? Qual executivo já não fez estas perguntas? Se não fez, deveria fazer. As fraudes podem ocorrer em qualquer área ou processo da companhia, desde no reembolso das despesas, no processo de compras, na folha de pagamento, até nos sistemas centrais, foco principal da empresa. É justamente sobre estas questões que pretendo aprofundar a discussão neste artigo. Quando abordamos uma seguradora, um banco, uma companhia telefônica, enfim qualquer empresa de grande porte que interage com um número elevado de clientes ou transações, normalmente encontramos sistemas automatizados para o processamento. Com o objetivo de monitorar o processamento e identificar possíveis ações indevidas é que surge a necessidade de sistemas de prevenção e combate a fraudes. É verdade que muitos destes sistemas centrais foram desenvolvidos internamente utilizando o conhecimento da empresa e dos funcionários envolvidos diretamente na operação. Cada organização tem sua arquitetura e plataforma de preferência e, portanto, a decisão sobre o sistema deve ser influenciada pelo legado existente. A definição da estratégia de associar um sistema de prevenção e combate a fraudes passa pela avaliação da complexidade de criação e manutenção de um sistema especialista ou aquisição e customização de um pacote de mercado. Vantagens e desvantagens existem em cada cenário. O importante no contexto desta avaliação é mensurar a capacidade e disposição da empresa em manter funcionários dedicados ao desenvolvimento, manutenção e aprimoramento de uma solução interna versus a aquisição de um pacote de mercado. O custo do pacote de mercado, sua implementação, manutenção e posterior dependência do fornecedor para customizações representam alguns fatores importantes na avaliação das soluções de mercado. Por outro lado, o tempo de desenvolvimento inicial de um novo sistema, a escolha da plataforma, linguagem de programação, documentação e posterior manutenção do sistema representam custos significativos para a instituição e que não estão ligados diretamente ao negócio principal da empresa. Experiências bem sucedidas em projetos que utilizaram cada uma das abordagens mostram que não existe uma única fórmula para resolver o problema. O ponto principal é estabelecer um objetivo técnico a ser atingido e um modelo de negócios com todos os custos envolvidos adequadamente dimensionados e aprovados previamente pela administração. Aqui vale o ditado popular: “o que é combinado não sai caro”.
Frank Meylan Janeiro/2010
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