Comunicar-se com as máquinas por meio da Linguagem Natural tem sido um desafio dos cientistas da computação. Com efeito, o processamento da linguagem natural emerge nos dias atuais como um instigante e desafiador campo de pesquisa.
Conceitua-se Linguagem Natural como um método de interpretação pelos computadores das formas faladas e escritas pelos seres humanos, com o apoio de conceitos como Inteligência Artificial (IA) e dos sistemas PLNS, Sistemas de processamento de linguagens naturais.
A Linguagem Natural é facilmente explicada por Luana Morelatto, em seu brilhante artigo sobre o tema: “Quando nós, seres humanos, lemos as expressões "livro de criança", "livro para criança", "livro sobre criança", conseguimos entender a diferença entre elas. Já as ferramentas de buscas web mais utilizadas atualmente não, pois interpretariam todas elas como "livro criança", que são as palavras-chave da pesquisa.”
Com efeito, o PLN está relacionado à idéia de sistemas computacionais com capacidade de compreender a língua falada e escrita. Alguns exemplos já são referências, como o DOSVOX, sistema operacional que permite que pessoas cegas utilizem os computadores, por meio do reconhecimento de voz e da capacidade de gerar voz a partir de textos.
Estes sistemas PLN, baseiam-se em mecanismos que tentam compreender a linguagem natural e representa-las, para então serem processadas pelo computador, onde temos como exemplo algumas interfaces de banco de dados, onde o usuário faz uma pergunta e o sistema a consolida em instrução automatizada, compreensível pelo Banco.
Na Internet, o PowerSet[1] é considerando o primeiro mecanismo de busca do mundo a adotar o conceito PLN em larga escala. A Lógica é simples, interpretar as frases dos usuários como “perguntas que são feitas a um interlocutor”, e então respondê-las, ao invés de apresentar uma lista de páginas com as expressões contidas na “pergunta”.
Neste cenário, percebe-se claramente que um sistema de busca utilizando PLN apresenta maior relevância em seus resultados, e sem dúvida maior proximidade com os anseios dos usuários. Destaque para o True Knowledge[2], que permite que buscas sejam feitas no estilo “pergunta/resposta”, onde os usuários podem construir a base semântica do conhecimento do motor.
E quanto ao Google? Embora o Google entenda que a PLN não seja o futuro dos motores de busca, eis que entende que nenhum usuário vai se interessar por “fazer perguntas aos motores”, não se pode deixar de consignar que estão investindo em PLN, onde se constata claramente algumas respostas à pesquisas, como por exemplo, a digitação “Qual a capital do Brasil?”, retornará “Brasília” no topo da pesquisa. Mas a instabilidade ainda é grande, pois ao se digitar “Quem é o presidente do Brasil”, verificar-se-á que o nome do atual presidente não encabeça a lista.
Se os buscadores PLN passarão o Google na disputa pelo mecanismo mais utilizado, esta é uma previsão impossível de ser feita, até mesmo porque, caso algum motor PLN realmente se destaque, não fica difícil vislumbrar a compra do mesmo pelo Gigante.
Este ano, algumas regras modificaram a estrutura da telefonia celular no país. A mais comentada foi certamente a portabilidade, regra que permite ao usuário trocar de operadora mantendo o mesmo número. A portabilidade começou a valer no início de setembro para algumas localidades brasileiras e será instalada gradativamente no país, até março do ano que vem, quando será realidade em todo o território nacional. Mas além dessa regra, a Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel – publicou uma série de regras que restringem os poderes das operadoras. Por exemplo, você sabia que os usuários devem ser obrigatoriamente avisados previamente quando a operadora for incluir seu nome em algum serviço de proteção ao crédito? E que os serviços de fidelização têm prazo máximo de 12 meses? Acompanhe a entrevista que concedemos à Rádio da Câmara dos Deputados, sobre as novas regras que favorecem os consumidores
José Milagre, é perito digital, Sênior Digital Forensics Examiner na LegalTECH, DSO (Data Security Officer), ITIL Foundation in IT Service Management, Advogado especialista em Direito Digital, MBA em Gestão de Tecnologia da Informação, professor da pós em Segurança da Informação do SENAC e da pós em Computação Forense da Universidade Presbiteriana Mackenzie, membro do Comitê de Crimes eletrônicos da OAB/SP, Presidente da Comissão de Propriedade Intelectual e Segurança da Informação da OAB/SP 21a. Subsecção, diretor do GU de Direito Digital e Cybercrimes da SUCESU-SP. Twitter: @periciadigital