Em sua nona edição, o prêmio Executivo de TI do Ano teve sua metodologia reformulada e passa a contar com o apoio da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), na parte que envolve a metodologia de escolha de premiação dos CIOs. Assim como em edições anteriores, o Executivos de TI homenageia os profissionais que mais se destacaram no último ano em duas macrocategorias: executivos de empresas fornecedoras de TI e diretores de tecnologia da informação, os CIOs. Em ambas, são observados aspectos como a contribuição do profissional para o crescimento da empresa e sua importância para a corporação.
No que diz respeito à metodologia de escolha de premiação dos CIOs, o objetivo da mudança foi conferir mais relevância ao prêmio e aperfeiçoá-lo a fim de fotografar cuidadosamente as práticas e os papéis do profissional dentro de uma companhia e em categorias conforme o estudo Gestão de TI da PwC. Não há mais ligação com os finalistas do estudo As 100+ Inovadoras no Uso de TI. Agora, eles são avaliados por sua competência e atuação em oito categorias.
A metodologia utilizada pela PwC baseia-se no conceito do "Office of the CIO" (agenda ou escritório do CIO), que descreve as funções da área de TI de uma organização em um contexto de negócios, ou seja, a TI como uma área de prestação de serviços transparente e geradora de benefícios tangíveis à corporação.
Com base no estudo realizado pela PwC entre junho e agosto de 2009, com 394 líderes de TI de empresas que estão entre as maiores do Brasil, foram definidas oito categorias. Confira o que foi analisado:
1. Estratégia de TI - A intenção é que a TI seja vista como um recurso estratégico no qual o aperfeiçoamento das relações entre as áreas de negócio e de TI é essencial para a sobrevivência da organização nesse mercado.
2. Governança de TI - O emprego da governança como uma prática de alinhamento estratégico que, por meio da utilização de boas práticas, visa a atingir os benefícios do controle e da prestação de contas da área de TI, seus respectivos projetos, custos, entre outros, para suporte às áreas de negócio.
3. Monitoramento e Qualidade - A ideia é que qualquer produto de TI produzido internamente ou adquirido no mercado (terceirização) seja entregue ao usuário e seja avaliado como uma prestação de serviços. Pressupõe-se que o rigor no monitoramento da qualidade deve ser o mesmo para provedores de serviços internos ou externos e que o usuário seja sempre visto como cliente.
4. Maturidade dos processos de TI - Entender, frente às boas práticas (como Cobit, por exemplo), o nível de maturidade dos processos de gestão dos serviços de entrega de TI.
5. Gestão financeira dos recursos de TI - a adoção de gestão de custos de TI e de estruturas orçamentárias, como o orçamento base zero (OBZ), tem sido o diferencial para que a área de TI gerencie e apresente resultados financeiros estruturados, consolidados e válidos às áreas de negócio.
6. Estratégia de terceirização - Ter uma estratégia de sourcing desenhada e tratar a terceirização de TI, considerada fator crítico de sucesso em muitas das organizações, por meio de processos formais de gestão de contratos, de terceiros (pessoas) e com rituais de governança. Isto tem garantido o sucesso e o nível de qualidade dos serviços e tem imprimido transparência à gestão dos serviços.
7. Indicadores de desempenho de TI - A gestão de demandas, de produção e dos ativos de TI são processos reconhecidos pelas organizações e, na maioria dos casos, são documentados e disseminados, estabelecendo, assim, um padrão formal de execução das atividades relacionadas. Entretanto, para garantir que a qualidade dos serviços de TI prestados aos clientes, sejam eles internos sejam externos, os SLAs caracterizam-se como acordos formais que refletem a negociação entre os requerimentos dos clientes (usuários) e a capacidade operacional de TI para um determinado serviço.
8. Segurança da Informação - A gestão dos riscos envolvidos nas atividades de TI também é um fator que preocupa a maior parte dos CIOs que aplicam modelos de melhores práticas disponíveis no mercado e ferramentas automatizadas para aprimorar os processos responsáveis pela gestão de riscos.
Análise
Recentes estudos de mercado e da consultoria PricewaterhouseCoopers demonstram que o mercado de TI no Brasil vem aumentando sua maturidade nestas oito categorias, principalmente nos segmentos financeiros, farmacêutico, seguradoras, química, petroquímica e de alimentos devido a fatores como: abertura de capital, adequação às normas fiscais e às normas de auditoria, necessidade de melhores controles e relatórios às matrizes fora do Brasil devido ao aporte de grupos de investimentos estrangeiros e à própria maturidade tecnológica dos sistemas de TI.
Outro fator que ficou em evidência no ano de 2009 foi um revezamento ("dança de cadeiras") entre os executivos de TI e suas empresas previamente pesquisadas, devido basicamente à crise mundial, que reduziu significativamente tanto os investimentos em projetos de TI, quanto a receita operacional necessária para suportar a área e, neste quesito, o perfil do CIO faz a diferença!
Neste contexto, critérios adotados para a seleção do Executivo de TI levaram em conta o estabelecimento de pesos entre os quatro pilares e os oito segmentos pesquisados evitando, sempre que possível, a nomeação de um mesmo candidato em pilares distintos, trazendo um equilíbrio na nomeação e seleção frente aos CIOs candidatos. Foram eliminados os CIOs que mudaram de empresa.
Os critérios finais e pesos foram definidos por um comitê da IT Mídia, que publica InformationWeek Brasil, que apontou, dentro dos oito segmentos, quais das questões e respectivas respostas deveriam ter peso superior às demais questões, face a relevância no contexto supracitado. A PwC verificou a aplicação dos critérios de forma a confirmar os nomes daqueles escolhidos conforme o critério definido.
Fornecedores de TI
Não houve mudanças na metodologia, contudo, nas categorias que elegem os melhores executivos da indústria fornecedora de TI e telecom. Na primeira fase, CIOs das maiores companhias brasileiras apontaram nomes no período de 5 de janeiro a 1º de fevereiro. Os mais votados entraram na lista tríplice, que teve votação aberta aos assinantes de InformationWeek Brasil e/ou IT Web. Por critério do comitê julgador da IT Mídia, foram excluídos os executivos finalistas em 2009.
São quatro categorias: principal executivo da indústria de TI, principal executivo de integradora, principal executivo de marketing e principal executivo de vendas. A votação utilizou um sistema de pesquisa online com identificação de usuário e senha, onde cada pessoa pode participar uma única vez até 19 de fevereiro. O resultado foi guardado em sigilo até o momento da cerimônia de premiação.
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