Além de seu design estiloso e de suas funcionalidades, o iPhone deve ter grande impacto na relação entre fabricantes de aparelhos e operadoras de telefonia celular nos Estados Unidos, segundo a IDC.
Uma prática das operadoras, não tão conhecida pelos consumidores é a retirada de funções dos aparelhos. Uma vez que elas funcionam como o principal canal de venda de celulares, elas interferem diretamente em cada estágio do processo de design e têm total controle sobre as funcionalidades habilitadas ou não (entre contadores de chamadas, receptores Wi-Fi, Bluetooth, GPS, compartilhamento de arquivos, clientes de e-mai, e outras).
O iPhone e lançamentos similares podem quebrar esse oligopólio. A Apple está vendendo seu aparelho diretamente aos consumidores em suas lojas, e a ativação do serviço é feita através do iTunes. Antes disso, o modo normal de ativação envolvia a operadora - ou através de uma loja, ou através de uma ligação.
A estratégia da empresa de Steve Jobs "deve oferecer à Nokia (que está perdendo mercado nos Estados Unidos), a expectativa de também poder se livrar das operadoras e, chegar diretamente ao consumidor", escreveu o analista da IDC, Shiv Bakhshi.
A fabricante finlandesa já abriu duas lojas independentes nos Estados Unidos, onde são vendidos aparelhos desbloqueados que atendem a consumidores finais e de negócios. Comenta-se que a falta de popularidade da empresa nos EUA deve-se à reação das operadoras a essa estratégia.
O relatório afirma ainda, que a parceria entre a Apple e a AT&T para levar o iPhone às massas, pode incentivar a inovação no mercado de celulares, antes limitada a apenas algumas empresas.