Com uma diferença de menos de três meses, a versão 11g do banco de dados da Oracle foi anunciada oficialmente no Brasil nesta terça-feira (29/05).
O novo sistema - que já está disponível no País na plataforma Linux - aposta bastante na otimização do uso dos recursos de hardware, segurança e no gerenciamento do ciclo de vida das informações (Information Lifecycle Management, ou ILM. "A quantidade de informações armazenadas pelas empresas triplica a cada dois anos", afirma William Hardie, vice-presidente de marketing de produto de banco de dados da Oracle. "O que aumenta também o custo de armazenamento", completa.
A promessa do 11g é impactar principalmente nos custos das grandes empresas, que têm altos volumes de investimento. "O mercado brasileiro é muito sensível ao custo do hardware. Funcionalidades que gerem melhor cosnumo destes recursos são atrativas", afirma Adriano Chemin, vice-presidente de vendas indiretas da Oracle Brasil.
Mas as pequenas empresas, segundo ele, também terão vantagens. "O banco de dados está cada vez mais auto-gerenciável", completa. A Oracle caracteriza pequenas empresas como as de faturamento inferior a R$ 100 milhões por ano.
Em sua versão standard, o 11g terá um custo de US$ 149 por usuário. Desde seu lançamento nos Estados Unidos, em julho, 16 mil profissionais na América latina já foram treinados para dar suporte ao novo sistema. No Brasil, a estratégia de comercialização do banco de dados se baseará em três pilares: atualização dos desenvolvedores, capacitação dos canais (cerca de 500 em todo o País) e as grandes empresas, como bancos, operadoras e empresas de processamento de dados dos estados. Cursos de capacitação dos profissionais dos clientes estarão disponíveis através Oracle University à partir de outubro.