No ano em que planeja abrir capital, a fabricante de software para o mercado financeiro Senior Solution espera adquirir ainda em 2008 pelo menos duas empresas e traz ao Brasil os produtos da Open Solutions, uma das companhias que mais crescem no mercado de software americano.
A estratégia é ganhar rapidamente mais tamanho, o que começou com a compra da Netage em 2004 e se seguiu às da Pulso, de segurança, em 2006, e da Impactools, de software para seguros e previdência e da Intellectual Capital, no último ano. Com isso, a empresa que faturava em 2004 R$ 5 milhões, chegou aos R$ 30 milhões ao fim de 2007 e projeta R$ 45 milhões para este ano, sem contabilizar as duas aquisições que podem fazê-la dobrar o resultado do ano passado, para R$ 60 milhões.
Por enquanto, ela se concentra em anunciar ao mercado o fato de começar a negociar localmente os produtos da Open no País. A americana, que já teve ações em bolsa, foi comprada pelos megafundos Carlyle Group e Providence Equity Partners por mais de US$ 1,3 bilhão, há um ano.
"A Open tem grande foco em banco de varejo e em crédito, enquanto o nosso está em banco de investimento e atacado", comenta o presidente e co-fundador da Senior, Bernardo Gomes.
Deixando o trabalho na área de TI do Lloyd´ s Bank, Gomes fundou a empresa há pouco mais de dez anos com Luciano Camargo, para agora ver a Senior lutar para se consolidar como principal fornecedora de software para o setor financeiro.
Próxima dos moldes da americana Sungard e da indiana I-flex, que teve seu controle comprado pela Oracle. No Brasil, esse segmento ainda é altamente pulverizado, com mais de 100 fornecedores, alguns especializados em poucas atividades de um banco.
A Senior vem trabalhando, mesmo antes de atingir R$ 100 milhões de faturamento anual, para chegar no segundo semestre ao mercado simplificado da Bolsa de Valores de São Paulo Bovespa Mais. O prazo, porém, pode mudar. A Senior está ansiosa para saber como a Nutriplant, a primeira empresa a entrar no Bovespa Mais vai se sair e como será a movimentação do mercado de TI este ano, que tem cerca de dez empresas em processo de preparação para a oferta inicial, como CPM Braxis, Tivit, G&P, Politec e Stefanini. Este ano, Gomes prevê a entrada de quatro a cinco empresas de TI na bolsa.
Primeira empresa do setor de software a contar com o BNDES Participações, a Senior é campeã em aportes do Prosoft (Programa para o Desenvolvimento da Indústria de Software e Serviços de Tecnologia da Informação), recebidos por 3 vezes. Tem investimento do fundo Stratus Banco de Negócios.