Ao comprar participação acionária na Tec Toy of America, empresa formada nos Estados Unidos pela brasileira Tec Toy, a matriz da Qualcomm teve o objetivo de fomentar a área de jogos desenvolvida pela brasileira em ambiente de terceira geração (3G).
"A expertise da TecToy é desenvolver e vender jogos, mas não conhecem o acesso às redes de terceira geração, isso é com a Qualcomm", disse o presidente da Qualcomm no Brasil, Marco Aurélio Rodrigues.
A parceria foi noticiada ao mercado em fato relevante enviado pela Tec Toy à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e não se constitui na primeira associação dessa natureza efetuada globalmente pela Qualcomm. "Há outras parcerias nos Estados Unidos e em outros países", disse Rodrigues sem precisar os valores que envolveram a compra de parte do capital da Tec Toy no exterior.
Mesmo o tamanho da participação comprada não foi divulgada. Segundo o executivo chefe da Tec Toy, Fernando Fischer, ela é "importante", mas não muda o controle acionário.
Com o mesmo objetivo de fomentar a disseminação da terceira geração, caracterizada pelo tráfego de dados em alta velocidade em rede sem fio, a Qualcomm simplificou o chipset que incorpora ao telefone celular a fim de permitir o ingresso no setor de fabricação de aparelhos de empresas novas que venham a competir com as gigantes do segmento, como Motorola, Samsung, Nokia, LG etc.
Todo dispositivo capaz de usar a rede celular 3G terá a simpatia da Qualcomm, interessada em popularizar ao máximo a 3G no mundo, defende a empresa.