De olho no crescimento de "dois dígitos" do mercado brasileiro e na expansão de 10% do mercado da América Latina, a Alcatel-Lucent anunciou nesta terça-feira (17/06) a inauguração de um centro de integração e testes de plataformas em sua unidade em São Paulo.
Batizado de Executive Briefing Center (EBC), a unidade recebeu investimento de US$ 4 milhões, sendo US$ 2,5 milhões em integração e formação de pessoal e US$ 1,5 milhão na reforma do prédio que servirá de vitrine para os produtos fabricante e também de solução de problemas e integração de sistemas.
"Tínhamos vontade a algum tempo de agrupar tecnologias que estavam espalhadas", afirmou Jonio Foigel, CEO da Alcatel-Lucent Brasil. "Também queríamos ter aqui para não usar lá fora", completou.
O centro brasileiro é o primeiro na América Latina e o 23º no mundo - o primeiro foi criado nos Estados Unidos há três anos para o desenvolvimento do projeto de IPTV da operadora AT&T. Segundo Jonio Foigel, CEO da Alcatel-Lucent Brasil, atualmente seis projetos já estão em desenvolvimento: redes de nova geração (NGN) para Telefônica, Brasil Telecom, Oi e IP call center para Brasil Telecom e Vivo e controle de tráfego IP para a Oi - que conta com software desenvolvido no Brasil. Trabalharão dedicados no centro 85 pessoas para suporte aos clientes além dos profissionais dos projetos em desenvolvimento - mais de 100 no momento. Cinquenta por cento do faturamento da Alcatel-Lucent no Brasil provêm de serviços, de acordo com Foigel.
Segundo Victor Agnellini, CEO da região Caribe e América Latina da empresa, a escolha do Brasil para sediar o EBC foi tomada por conta da maturidade do negócio e da capacidade de se integrar as outras economias por conta da representatividade do País na região. "Os egos na região estão ficando de lado porque os clientes são globais e utilizam a escala para ter ganhos", disse.
O peso da região de Caribe e América Latina varia entre 4% e 7% do faturamento da Alcatel-Lucent hoje. Enquanto a perspectiva da empresa globalmente é de uma estabilidade, a região deve crescer mais que 5%, segundo Foigel. Em fevereiro, Agnellini havia afirmado ao Reseller Web que o número poderia chegar a 10%. O Brasil deve ter uma expansão de dois dígitos, afirmou Foigel. "Estamos em um ano muito bom", comemorou o executivo.