O presidente do Google Brasil, Alexandre Hohagen, dará novas informações à CPI da pedofilia sobre os esforços da empresa em combater esta prática. A participação do executivo foi pedida pela CPI nesta quinta-feira (26/06) e acontecerá na próxima quarta-feira (02/07).
Também nesta quinta, a Polícia do Senado prendeu um homem que vaculhava requerimentos sigilosos que seriam votados pela comissão. Rildson Moura se apresentou como assessor do Google, mas é, na verdade, diretor de informação e monitoramento legistlativo da Arko Advice, que se classfica, em seu site, como "uma das mais influentes consultorias políticas brasileiras no mercado financeiro, nacional e internacional". Segundo Félix Ximenes, diretor de comunicação da empresa, Moura não atuava sob orientação da companhia. Ximenes afirma, no entanto, que a Arko foi contratada pelo Google para oferecer um serviço de relatórios parlamentares, prática adotada por "diversas empresas".
Ainda de acordo com Ximenez, o Google está muito próximo de assinar um termo de ajustamento de conduta (TAC), com nove práticas que deverão ser adotadas no sentido de colaborar com a identificação, punição e prevenção de crimes sexuais contra crianças no Orkut. "No momento, estamos presos a tecnicalidades, negociações de termos jurídicos", afirmou o executivo.
Na próxima terça-feira (01/07), o Google apresentará aos parlamentares ferramentas desenvolvidas para permitir que tais atividades sejam executadas.