Os limites entre business intelligence (BI) e as tecnologias de busca estão começando a se confundir, e os profissionais de gestão do conhecimento e da informação devem tirar proveito dessa convergência, a fim de oferecer aos profissionais de negócio melhor contexto e melhores informações para a tomada de decisões em seu dia a dia, declarou a Forrester Research em um relatório divulgado recentemente.
Atualmente, dentro das grandes corporações, nem as ferramentas de BI nem as de buscas, sozinhas, têm condições de fornecer uma completa percepção corporativa. As ferramentas de busca podem procurar, indexar e recuperar simplesmente qualquer tipo de informação, estruturadas ou não estruturadas, mas não conseguem ajudar os usuários a decidir o que fazer com elas. As ferramentas de BI são ótimas para ajudar os profissionais a dar sentido aos dados estruturados, mas elas têm limitações no que se refere a reunir conteúdo não estruturado em suas análises, como textos e documentos.
Felizmente, a contínua convergência entre BI e as tecnologias de busca ajudará a "ultrapassar as fronteiras do sistema artificial entre os dados estruturados e o conteúdo não estruturado", relatou a Forrester no estudo "Search + BI = Unified Information Access". "Isso não afetará somente as interfaces que utilizamos para procurar, descobrir, analisar e relatar aquilo que precisamos saber, mas também nos auxiliará a aprender mais sobre o que não conhecemos".
Entre as modificações que estão ocorrendo está o acesso mais fácil a informações. A Semantra, por exemplo, é especializada em uma tecnologia que torna possível para um representante de vendas digitar em uma ferramenta de busca uma pergunta em forma de afirmação, como: "listar contas programadas para encerramento antes de julho de 2008", para visualizar oportunidades a partir de um sistema de CRM. Outros softwares que têm recursos semelhantes são o Magnify, da Information Builders; o Oracle Hyperion Essbase with Secure Enterprise Search, e o Polestar, da Business Objects, comprada recentemente pela SAP.
Os fabricantes de mecanismos de busca corporativa, por outro lado, estão utilizando abordagens federativas com base nos padrões OpenSearch, Google OneBox, e outros, para fornecer consultas para um ou mais sistemas de BI, esclareceu a Forrester. "Determinadas expressões em uma consulta no mecanismo de busca, como ‘relatório financeiro' ou ‘sumário de despesas', podem acionar uma federação da consulta no mecanismo de busca para um sistema de BI".
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