Se você está passando pela transição de servidores físicos
para máquinas virtuais sem ter uma estratégia de migração codificada ou um
plano de gerenciamento estabelecido, pare imediatamente e volte lentamente para
o estágio de data centers. Considere os seguintes aspectos: como você fará a auditoria
em relação à adequação, se você não souber onde residem todas as suas máquinas
virtuais (MVs) de produção ou nem mesmo quantas MVs você tem? Você pode garantir
que as políticas de segurança para os dados sigilosos estão definidas? E quanto
ao monitoramento do desempenho de aplicativos? Se um aplicativo importante que
estiver sendo executado em uma
MV apresentar falha de desempenho, provavelmente você não terá
condições de identificar essa falha ou, muito menos, de diagnosticá-la.
Aqueles que estiverem experimentando uma leve sensação de
dificuldade poderão precisar de uma intervenção antes de começarem a utilizar o
Hyper-V da Microsoft, que para as companhias que utilizam o Windows Server 2008,
custa muito menos do que outros hipervisores. Na mais recente pesquisa InformationWeek
Analytics Virtualization Management, ficou claro que, mesmo antes de o Hyper-V ter
sido oficialmente lançado, a Microsoft fez a Citrix "comer poeira", em termos
de quais plataformas de virtualização de servidores os leitores planejavam
colocar em produção até 2010. Um total de 38% mencionou o Virtual Server 2005 e/ou
o Hyper-V, em comparação com apenas 10% que mencionaram o Xen. Ao todo, 65%
esperam permanecer com o VMware Server/ESX.
Quando perguntamos sobre como as migrações em andamento de
servidores virtualizados entre hosts físicos estão sendo gerenciadas, menos de
um quarto dos respondentes afirmaram que empregam ferramentas especializadas de
mobilidade para máquinas virtuais, seja na forma de pacotes, juntamente com
suas plataformas de MV, ou a partir de um fornecedor terceirizado. Um total de
21% controla as migrações manualmente. Mas 56% disseram não dispor de nenhum
mecanismo para realizar a migração das MVs de uma forma ordenada.
Admitir a necessidade de implantar uma política adequada
representa metade da batalha. Em nosso relatório, foi identificado que os fabricantes
estão oferecendo gerenciamento de virtualização, mas a realidade é que existem
muitas coisas que a TI pode realizar para administrar o crescimento
descontrolado, sem precisar investir em uma ferramenta específica para o
gerenciamento de MVs.
Premissas
O lema vigente é: um servidor virtual continuará sendo um servidor,
com todas as questões relativas a políticas, segurança e gerenciamento que uma
máquina física tem. Crie uma declaração de missão que estabeleça objetivos organizacionais
para a virtualização. O mais importante é que a economia de energia ou uma
alocação de recursos de TI seja altamente flexível? Em seguida, faça o
inventário de seus ambientes (físico e virtualizado), incluindo o mapeamento
dos hosts de virtualização, as instâncias de MVs e os servidores físicos
destinados à conversão.
Compare as políticas de adequação e segurança de dados com
as exigências organizacionais e de gerenciamento, tais como períodos de pico de
demanda e os métodos existentes para correção, operações em rede e sistemas de
gerenciamento, que devem abranger os hosts de virtualização. Estabeleça
controles estritos para a criação de MVs; se uma unidade de TI ou de linha de
negócios não puder acrescentar um servidor físico à rede, também não terá
condições de evitar os pontos de verificação formais de gerenciamento de
mudanças para ampliar novas MVs. E assim que uma MV estiver estabelecida
incorpore-a em seu programa vigente de gerenciamento de ciclo de vida.
Esta é a segunda parte de uma série de quatro matérias que
vai mostrar as chaves para uma arquitetura de sucesso. Confira a íntegra.