A arquitetura orientada a serviços (SOA, na sigla em inglês)
se refere a dividir a funcionalidade corporativa em serviços compartilhados e
reutilizáveis e, então, agrupar esses serviços em processos corporativos
automatizados. Como a SOA é uma tecnologia instável, que pode afetar não
somente o departamento de TI de sua companhia, mas também os setores de operações,
contabilidade e uma infinidade de outros departamentos, partir para SOA exigirá
um novo nível de colaboração entre os departamentos.
Mais do que tudo, no entanto, uma bem-sucedida iniciativa de
SOA requer um sólido programa de gerenciamento de TI. As companhias que tiverem
problemas em controlar o ciclo de vida do desenvolvimento de software em seus
departamentos de TI ou que tiverem realizado um trabalho insatisfatório no
sentido de lidar com o retorno de investimento (ROI) dos projetos de TI, realizar
o alinhamento corporativo e o gerenciamento de portfólio não descobrirão que a SOA
resolve tudo. Na verdade, elas poderão apenas se aprofundar mais nos problemas.
Como adotar SOA
Não ajuda o fato de que o mercado intermediário de SOA esteja
passando por uma rápida consolidação, à medida que as companhias iniciantes
procuram se expandir além de seus nichos e que as organizações maiores oferecem
suítes que afirmam cobrir todas as necessidades de integração de serviços de
uma companhia.
No relatório InformationWeek Analytics Report, examinamos a situação atual de quatro
principais categorias de produtos intermediários de SOA - o barramento de
serviços corporativos, o gerenciamento do tempo destinado a projetos, o
gerenciamento de tempo de execução e as gateways de segurança de XML - e
examinamos como elas se sobrepõem e como os fabricantes, dentro de cada categoria,
planejam conseguir "dominar o mundo".
Mas nenhum produto irá eliminar seus problemas,
a menos que a TI, primeiramente, compreenda que a SOA é um conceito de projeto,
mesmo que freqüentemente seja confundido com tecnologias e práticas específicas,
como a integração de middleware e aplicativos.
A SOA depende do middleware para habilitar as comunicações
entre os serviços distribuídos; isso vai além da prática de integração de
aplicativos, que, geralmente, envolve a comunicação entre aplicativos herdados,
em vez de uma fundamental redefinição de projeto. O problema é que isso
normalmente resulta em dados duplicados sendo lidos e gravados em diversos silos,
o que pode causar problemas de qualidade.
Em face da concorrência por parte das companhias iniciantes
e também das grandes companhias do setor da internet, como Amazon.com e Google,
as companhias estão lentamente percebendo o valor de oferecer serviços com base
em SOA, que os clientes podem mesclar (em inglês, mashup) com outros aplicativos
criativos orientados à web.
Além de atrair novos clientes com capacidades inovadoras, é
igualmente importante para as companhias fornecer serviços estáveis e
confiáveis, que sejam capazes de proporcionar a alta qualidade de serviços que
os usuários exigem atualmente. Sem o gerenciamento de TI, o mundo orientado à web,
com sofisticados aplicativos para a internet e mashups compostos, pode
facilmente se tornar instável e não confiável. Para melhorar suas chances de
obter sucesso, estabeleça disciplina por meio de um sólido programa de
gerenciamento de TI, no qual as questões de qualidade de serviço, de segurança
e de gerenciamento sejam de igual importância.
Esta é a terceira parte de uma série de quatro matérias que
vai mostrar as chaves para uma arquitetura de sucesso. Confira a íntegra.