Nos últimos três anos, a companhia de projetos para engenharia SMARTtech dobrou o faturamento. O crescimento acentuado tornou obsoleto o parque tecnológico da empresa. Sem uma adequação do ambiente de informática, os planos de manter o ritmo intenso e abrir frentes no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, interior de São Paulo e na Argentina poderiam estar ameaçados.
Em 2006, a companhia começou a sentir os efeitos da intensificação dos negócios sobre sua base tecnológica. "Tínhamos uma infra suportada por duas pessoas, responsáveis por todo o processo de apoio ao usuário, implantação de novos aplicativos e atendimento do pessoal externo", comenta José Ricardo Andrade Nogueira, diretor da empresa, lembrando alguns problemas vividos no período.
"Aumentar o time não resolveria nossa questão. Faltava atenção gerencial", reflete o executivo. Na visão de Nogueira, as demandas ultrapassavam questões como dobrar o tamanho ou a capacidade dos equipamentos. A ambição era suportar todas as necessidades que poderiam surgir durante a trajetória de crescimento delineada.
Nisso, a organização reviu processos, o que culminou na adoção de um modelo de Infra-estrutura como Serviço (IaaS). No conceito de outsourcing completo de TI, a Cimcorp foi a fornecedora escolhida para disponibilizar equipamentos e pessoas à SMARTech. "Não sabíamos que a terceirização era possível para uma média empresa", sentencia o diretor, dizendo que o movimento conferiu ao grupo benefícios comparados a corporações de maior porte. "Isso nos deu um horizonte muito distinto", comenta.
O projeto teve início em janeiro de 2008 com a troca de servidores, ampliação de link, migração de aplicações, substituição de roteadores e sistemas de segurança. Com o passar do tempo, o trabalho da Cimcorp evoluiu gradativamente.
Terceirizando a TI, a SMARTtech se deparou com um número flutuante de especialistas atendendo suas demandas de informática. "Na fase preliminar, tínhamos um batalhão de gente", recorda o executivo, dizendo que o parceiro chegou a alocar seis pessoas na empresa para tocar a empreitada. Atualmente, uma profissional atende as necessidades enquanto outra presta consultoria.
O contrato no modelo de IaaS consome mensalmente R$ 30 mil, cobrindo qualquer demanda pelos próximos três anos. Pelas contas do executivo, antes do outsourcing, o orçamento da área girava em torno de R$ 15 mil. "Estou gastando mais, mas a medida abriu uma fronteira nova", avalia o diretor, ao completar dizendo que a infra-estrutura como serviço permite a empresa coragem para crescer e não tomar sustos.