Executivos de TI estão se preparando para uma recuperação econômica no primeiro semestre de 2010, mas isso será de forma lenta e liderada pela melhora antecipada, de acordo com um estudo conduzido pela AT&T.
Apresentado na quarta-feira (13/08), o estudo revela que executivos de TI estão sob uma nova e intensa pressão para entrega de resultados positivos e retorno de investimento, mas com um diferencial, na metade do tempo planejado.
Chamada de "Road to Growth", o levantamento mostra que o ROI se tornou algo crítico na TI corporativa mundial e, como resultado, essa pressão por índices favoráveis vem afetando os orçamentos de TI, estratégias e prioridades. Uma das características observada neste período é que as companhias estão cortando projetos de longo prazo que não prometem retorno positivo de forma rápida.
"As companhias nos Estados Unidos estão vivenciando forte pressão por entrega e os investimentos em TI estão mais críticos do que nunca", afirmou Bill Archer, CMO da AT&T Business Solutions, em comunicado. "Pelo estudo, esperamos que as companhias norte-americanas saiam da recessão mais ágeis. Tecnologias que cortam custo, restringem redundância e perdas e melhoram a eficiência estão entre as prioridades."
Para chegar a esses dados, a AT&T entrevistou mais de seis dezenas de executivos de companhias multinacionais nos Estados Unidos e Europa. Todos os entrevistados trabalhavam para uma companhia norte-americana ou uma subsidiária americana de uma companhia estrangeira.
Mais de 80% dos executivos ouvidos citaram corte de custos e melhoria de produtividade como principais objetivos. Além disso, a "melhoria da colaboração com clientes e parceiros" aparece como algo extremamente importante.
Um ponto interessante encontrado pelo estudo é que esses executivos não estão fazendo distinção entre estratégias de curto e longo prazo, uma vez que as companhias dos Estados Unidos abandonaram previsões de longo prazo até que acabe a recessão econômica.
Soluções de mobilidade, segurança e entrega via web foram apontadas como principais impactos positivos no crescimento dos negócios nessa preparação para a retomada econômica.