Depois de uma apresentação na Enterprise 2.0 Conference, com a participação dos parceiros Novell, SAP e ThoughtWorks, integrantes do time do Google Wave falaram sobre a possibilidade de adotar a ferramenta em ambientes corporativos.
O gerente de produto Google Wave, Gregory D"Alesandre, trouxe algumas notícias: "o Wave será disponibilizado como parte da suíte Google Apps se você tiver a plataforma em seu domínio."
Mas o foco do executivo estava, principalmente, em ajudar os presentes na conferência a entender como o Wave pode ser usado, dentro do contexto de empresas 2.0, e muitos dos que assistiram a apresentação ficaram satisfeitos com a possibilidade.
O fato é que muitas pessoas ainda encaram sistemas colaborativos como soluções de alguns problemas. Há ainda muito ceticismo em torno da utilidade da tecnologia 2.0, o que também explica as dúvidas de vários presentes na conferência.
Em uma das palestras, na manhã de quinta-feira (05/11), por exemplo, apresentou-se formas pelas quais os executivos implantariam iniciativas sociais em grandes organizações. Um conselho chave: comece pequeno e resolva o problema.
O Wave tem como desafio as incertezas do mercado, principalmente pelo que se tem dito a respeito da plataforma. É muito comum associá-la a um substituto do e-mail.
Posicionar o Wave como substituto do e-mail é algo plausível e seria como dizer que o carro elétrico substituirá os movidos a gasolina. Isso pode acontecer, mas muitos anos passarão até que isso ocorra.
O Google Wave, para que não tem familiaridade com ele, é uma plataforma de comunicação baseada na web e um protocolo, já que outros programas podem se comunicar com servidores Wave. Ele combina a comunicação do e-mail com o tempo real de mensagens instantâneas. O produto permite também interação colaborativa online.
D"Alesandre certificou-se de que todos entenderam que o Wave não tinha como intenção substituir o correio eletrônico. "O que tem que se dizer não é que ele pode substituir o e-mail, mas que o Wave está onde as atuais tecnologias falham."
Empregados do Google, informou o executivo, utilizam o Wave para documentação, mostrando que poderia servir como wiki, mas de forma que ele se converteria em wiki com interação em tempo real.
Os funcionários do Google também utilizam a plataforma como uma alternativa para trabalhar em casa, trocando mensagens que poderiam encher a caixa de e-mail. E dentro disso, ainda que seja uma percepção inicial, há ganho de produtividade.
Com a ajuda dos parceiros como Novell, SAP e ThoughtWorks, outros casos de uso do Wave devem surgir. Mas isso levará tempo, mesmo porque as empresas ainda vão demorar um pouco para entender onde as oportunidades de interação social e colaborativa se alinham aos objetivos da corporação.
Nem Wave, nem outras ferramentas 2.0 representam curas milagrosas. Eles definitivamente não são repostas para tudo. Mas também não podem ser desdenhados.