Na mesma segunda-feira que a Cisco anuncia sua entrada no mercado de e-mail e mensagens instantâneas, a Microsoft começa a comercializar a versão 2010 de seu Exchange. No que parece uma resposta ocasional, o lançamento bate nas mesmas teclas: comunicações unificadas e colaboração.
"A ideia é ter uma plataforma completa de UC. O Exchange é um primeiro pilar disso", anuncia Eduardo Campos de Oliveira, gerente de marketing e negócios da fabricante de software. O passo seguinte dessa estratégia, diz o executivo, será levar a tecnologia para a nuvem - ambiente já disponibilizado na versão 2007 da ferramenta -, e integrar com o restante da plataforma de "produtividade" da companhia.
Isso significa que a interface apresentada no lançamento desta segunda (09) traz uma prévia do que poderá ser visto nas versões 2010 de sistemas como Office e SharePoint, por exemplo. Tudo caminha para uma integração maior e fortalecimento do conceito de cloud computing e software como serviço (que a Microsoft convencionou chamar de software mais serviço) dos produtos da marca.
Nesse momento, a empresa prepara-se para conduzir testes da nova versão em "três ou quatro" empresas nacionais de grande porte. Na visita a esses possíveis clientes, são apresentados cases de migração realizados na Nasdaq, Nec Philips e Subaru, em projetos conduzidos ao longo dos últimos seis meses. "Até o início do próximo trimestre já teremos essa migração começando por aqui", aponta o executivo.
Comercialmente falando, a iniciativa mira o contingente de usuários do Exchange 2003. Além disso, Oliveira revela que a Microsoft quer uma fatia da base instalada de Lotus Notes, além de outros concorrentes. Segundo a fabricante, sua linha de produtos responde por 34% da receita desse mercado, no Brasil. A expectativa é que a tecnologia avance na casa do 9,61% ao ano, até 2013. "Queremos crescer acima disso", conclui o gerente.