O e-mail está ganhando destaque como um serviço baseado em nuvem. Enquanto a segurança continua sendo uma das principais preocupações, os líderes de TI de grandes empresas e agências governamentais decidiram que a nuvem é segura o bastante para lidar com esse aplicativo corporativo essencial. E os fornecedores respondem com mais opções para quem quer levar o e-mail às nuvens.
O caminho mais fácil é converter as plataformas Microsoft Exchange ou Lotus Notes em serviços online. Tanto a Microsoft quanto a IBM já notaram a oportunidade e estão investindo nas possibilidades de e-mail nas nuvens.
A Microsoft, que há poucos meses inaugurou grandes data centers em Chicago e Dublin para oferecer serviços em nuvem, tem fechado importantes acordos relacionados à computação em nuvem, incluindo o serviço de e-mail online para os 100 mil funcionários da GlaxoSmithKline e para os 72 mil funcionários da Coca-Cola Enterprises.
A IBM também está investindo pesado em e-mail nas nuvens. Além do Lotus Notes, no mês passado a empresa divulgou o LotusLive iNotes, uma plataforma de e-mail online que oferece uma conta com 1 GB de armazenamento, suporte para dispositivos móveis, antivírus e proteção contra spam, monitoramento e ferramentas de administração para empresas por US$ 36, por usuário, por ano.
Os CIOs estão considerando e-mail baseado em nuvem basicamente porque reduz gastos, embora também possa oferecer benefícios em áreas como integração com smartphones e trabalho remoto. Em uma pesquisa realizada em agosto, a Forrester Reseach Inc. concluiu que as empresas com menos de 15 mil funcionários podem, quase sempre, economizar movendo seu e-mail para as nuvens. As empresas maiores podem economizar mesmo se mantiverem o serviço de e-mail local para a maioria dos funcionários e mover alguns usuários que já usam um cliente baseado em Web para um provedor baseado em nuvem. Isso pode economizar, aproximadamente, US$ 63 por usuário, por ano, segundo estima a Forrester
O Google é a outra potência liderando o mercado de e-mail em nuvem, que realizou um movimento certo, esse ano, para empresas e clientes governamentais. E o Google não se satisfez entregando apenas contas de e-mail. Nos próximos meses, Los Angeles, que rendeu ao Google um contrato de US$ 7,25 milhões para fornecer serviço de e-mail online para os 30 mil funcionários da cidade, irá testar, também, o Google Apps para colaboração, vídeo-mensagem e arquivo, tudo baseado em nuvem. Durante os testes, a cidade põe uma moratória de um ano na renovação do software de produtividade da Microsoft.
Os fornecedores sabem que segurança é um fator crítico para as empresas, e que as análises ficarão ainda mais intensas conforme surge o interesse de grandes clientes. Empresas como a IBM, Microsoft e Google têm o certificado SAS 70 tipo II, o que significa que auditores externos já verificaram seus processos e controles de segurança. Ao competir por contratos governamentais, o Google espera ter, até o final do ano, seu aplicativo certificado pelo FISMA (Federal Information Security Management Act), que cobre todos os fornecedores que lidam com dados confidenciais das agências federais.
Esta matéria faz parte de uma série de reportagens que o IT Web publica sobre segurança na computação em nuvens, com base nos principais pontos do estudo de InformationWeek Analytics. Acompanhe!