A Amazon lançou na quinta-feira (18/03) uma versão de seu software para leitura de livros digitais para Mac.
Disponível para download gratuito na Amazon, a aplicação Kindle para Mac permite que as pessoas comprem, leiam e organizem livros eletrônicos comprados na loja online da Amazon por meio da Kindle Store. A companhia oferece mais de 450 mil títulos, incluindo 102 dos 111 bestsellers do The New York Times.
Ao lançar a aplicação para Mac, a Amazon expande o número de dispositivos compatíveis com os e-books comprados em seu canal online. Entre esses devices estão iPhone, iPod Touch, BlackBerry e PCs com Windows. A companhia já informou que fornecerá uma aplicação também para o iPad, programado para chegar às lojas em 3 de abril.
A aplicação de e-book da Amazon salva e sincroniza automaticamente anotações e a última página lida entre todos os dispositivos. Isto é possível porque a Amazon armazena cópias dos livros comprados em seus servidores sem taxa adicional.
No curto prazo, algumas ferramentas serão agregadas ao Kindle for Max, entre elas a busca de texto e a possibilidade de criar e editar notas.
Os dispositivos da Apple estão se tornando um dos principais pontos finais de livros digitais, que já são a maior categoria de conteúdo na Apple App Store, relatou a revista BusinessWeek. De olho nesta tendência, a Amazon comprou há cerca de um ano a Lexcycle, fabricante do leitor eletrônico Stanza para iPhone e iPod Touch.
Embora a Amazon tenha interesse em vender mais unidades do Kindle, analistas dizem que a companhia está ainda mais interessada em promover e vender e-books a dominar o mercado de e-reader. Mesmo porque, os livros digitais são mais lucrativos para a companhia, já que não existe um custo de distribuição.
Atualmente, o Kindle lidera o mercado de leitores, mas a competição tem crescido rapidamente. Já existem e-readers da Sony, Barnes & Noble, Sprin Design, entre outros. As asiáticas também estão neste filão e, recentemente, na Cebit 2010, apresentaram diversos modelos. A companhia enfrentará ainda o desafio trazido por smartphones e computadores tablets, como o iPad.