Com seu iPad em mãos, o CEO e presidente da Citrix, Mark Templeton, atendeu alguns jornalistas do continente americano depois de promover a abertura do Citrix Synergy, evento da companhia conhecida pelo seu software de virtualização de desktop voltado para parceiros, que ocorrre ao longo desta semana em São Francisco, nos Estados Unidos.
Depois de falar do poder de inovação da Apple e fazer comparações entre o processo de compra de um usuário final e do corporativo, Templeton abordou a consolidação que se assiste na indústria de TI, respondeu sobre a parceria com a Microsoft e também a respeito da expectativa com os gastos de tecnologia para 2010. "A consolidação irá continuar, porque é o único caminho para continuar sendo lucrativo", disparou o executivo.
Mas, logo em seguida, acrescentou uma explicação sobre a estratégia de longo prazo da Citrix, para dissipar rumores que vez ou outra surgem no mercado de que a fabricante pode ser adquirida por alguém. "Temos uma visão de longo prazo e a estratégia continua independente e centrada no crescimento e em lucratividade. E lucratividade significa ser independente."
Apesar de afastar os rumores sobre uma possível aquisição, Templeton encerrou o assunto consolidação da indústria com uma frase que costuma ser comum entre presidentes de companhias tidas como frequentes alvos. "Quem está no mercado está à venda todos os dias." E ele tem razão para isso. Com o mercado de computação em nuvem em ebulição e a virtualização na mente da maioria dos CIOs, o negócio da Citrix é, sem dúvida, motivo de cobiça.
Tanto é que, ao falar da parceria com a Microsoft, Templeton reconheceu que a fabricante do Windows pode, se quiser, desenvolver algo que compita de forma mais direta com seu principal produto, o XenDesktop. "É uma competição justa. Eles podem desenvolver algo para competir com o XenDesktop assim que desejarem. Mas um elemento de sucesso da nossa parceria com Microsoft é o longo prazo, a relação construída. Eles precisam de companhias inovadoras como a Citrix", acredita o CEO.
O executivo se mostrou bastante confiante no futuro da companhia e lembrou dos bons números que a empresa tem entregado nos últimos trimestres. Para este ano, ele não prevê mudanças radicais no perfil de gasto em TI corporativa, mas avalia que o ambiente será mais favorável que no ano passado. Templeton frisou ainda que os gestores de TI têm sido mais seletivos e priorizados alguns produtos - como a virtualização - no mento da compra. "O espaço para computação virtual é crescente."
A frase de Templeton se traduz como algo mais palatável quando ele demonstra o aplicativo de virtualização de desktop no iPad, produto que está no mercado há pouco tempo, foi tachado como de usuário final e já tem demonstrado forte apelo em alguns setores como hospitalar. "Não há dúvida que virtualização de desktop se converterá em uma grande tendência."
*O repórter viajou a São Francisco a convite da Citrix.