Quem já usou o EC2, da Amazon, não terá problemas com o Amazon S3, o sistema de armazenamento oferecido para o EC2, que permite que o usuário preserve dados de modo adaptado para o uso em nuvem. O Eucalyptus oferece uma tecnologia parecida, Walrus, que é compatível em interface com o S3.
Se você está familiarizado com o S3 e já desenvolveu software que faz uso dele, reconfigurar esse programa para o Walrus não deve ser muito difícil. Eles usam muitas das mesmas funções de linha de comando - por exemplo, a implantação do Curl do S3 - mas você também pode usar o kit de ferramentas API/AMI do próprio EC2 para se comunicar com o Walrus como se ele fosse armazenamento da Amazon.
O Walrus e o S3 têm algumas diferenças funcionais. Você ainda não pode, por exemplo, executar hospedagem virtual de buckets, uma função geralmente usada para servir múltiplos sites em um único servidor. Função, provavelmente, mais útil nos serviços da Amazon do que na sua própria nuvem, portanto, o fato de o Walrus (ainda) não oferecer suporte não é uma terrível surpresa.
Criando sua própria imagem
Eu já mencionei que você não pode usar qualquer imagem de sistema operacional com o Ubuntu Enterprise Cloud (UEC); você precisa usar uma imagem de SO preparada especialmente para ele. A Canonical oferece algumas, mas caso você queira criar sua própria imagem, você pode.
Como você deve imaginar, não é um processo trivial. É preciso fornecer um kernel, um ramdisk opcional (para o sistema carregar) e uma imagem de máquina virtual gerada por meio da ferramenta vmbuilder. Também é possível usar o RightScale, um serviço de gerenciamento de nuvem que funciona com a Amazon, RackSpace e GoGrid, assim como com as nuvens no estilo Eucalyptus. Obviamente, você vai precisar de uma conta RightScale para ter as vantagens dessa função, mas a versão básica da conta é gratuita e tem a funcionalidade liberada para que você tenha uma boa noção do que se trata.
O Futuro
O que vem por ai para o Eucalyptus no Ubuntu? Uma possibilidade que se apresenta é o uso do Eucalyptus como interface entre múltiplas arquiteturas de nuvem. O pessoal da Canonical ainda não planejou nada desse tipo, mas o potencial existe: o Eucalyptus pode, em teoria, se comunicar com qualquer número de arquitetura de nuvem e pode servir como um intermediário entre elas - uma possível rota de fuga para nuvens que se tornam proprietárias demais.
Outra possibilidade, mais prática, é mais na área de funções necessárias - em que o processo de criação, empacotamento, uploading e imagens de carregamento do sistema podem ser muito mais automatizadas. Talvez as várias ferramentas possam ser unidas e controladas por um console central, para que o conjunto todo possa funcionar de forma interativa, passo a passo.
O que o Eucalyptus e o UEC prometem, imediatamente, é uma forma de utilizar hardware de comodato com elasticidade sem sacrificar a expansão. O que você cria com o UEC não precisa manter-se igual e essa é uma importante parte de seu apelo.
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